Simulação de violação e ataque X Red Teaming: qual o mais efetivo?

Buscar opções para reforçar a estratégia de segurança é uma necessidade urgente para as empresas. Por isso, muitas implementam um Red Teaming ou realizam uma simulação de violação e ataque para se anteciparem a possíveis ataques e reforçar a segurança cibernética da organização. Afinal, os danos com uma violação de dados vão muito além da simples perda financeira, atingindo seriamente a reputação da empresa e prejudicando funcionários e clientes que podem ter suas informações expostas.

De acordo com o Red Report 2023, “a complexidade do malware está aumentando, com a instância média agora exibindo onze táticas, técnicas e procedimentos (TTPs) MITRE ATT&CK diferentes”. Essa complexidade está se tornando um grande desafio para abordagens de segurança cibernética tradicional, como pentests e red teaming, que fornecem visibilidade instantânea da postura de segurança adotada.

Exatamente por isso, as equipes de segurança cibernética buscam por soluções dinâmicas, que automatizam a simulação de ataques e funcionam de forma contínua, como a simulação de violação e ataque (BAS).

O que é a simulação de violação e ataque?

A simulação de violação e ataque (BAS) se baseia em um conjunto de ferramentas de segurança para analisar a estrutura de segurança de uma organização e sua capacidade de impedir tentativas de ataques. É considerada uma abordagem inovadora, projetada para avaliar e aprimorar proativamente a segurança cibernética da organização. Essas simulações incluem infiltração de rede e e-mail, movimentação lateral e exfiltração de dados. O foco do BAS é identificar vulnerabilidades e também fornecer um relatório com análise do desempenho dos controles de segurança em uso.

O que é Red Teaming

O Red Teaming, ou equipe vermelha, é uma abordagem robusta para segurança e gerenciamento de riscos cibernéticos. Ele envolve um grupo de especialistas que simulam ataques cibernéticos contra uma organização e utilizam as mesmas táticas, técnicas e procedimentos (TTPs) de hackers para encontrar vulnerabilidades que podem ser utilizadas para facilitar uma invasão. Tem como foco testar, desafiar e aprimorar a estratégia de segurança.

Simulação de violação de ataque comparada ao Red Teaming

As duas abordagens são vitais para a segurança cibernética, mas bem diferentes na forma que são realizadas e seus resultados. A diferença entre o Red Teaming e a simulação de violação e ataque é que o primeiro não se baseia em uma simulação de computador, mas utiliza um ataque “real”, realizado por especialistas em segurança cibernética, para analisar as defesas da empresa, enquanto a simulação de violação de ataque utiliza simulações automatizadas para realizar sua avaliação.

Recurso BAS Red Teaming
Totalmente automatizado X
Avaliação consistente e contínua X
Valida a eficácia do controle de segurança
Identifica vulnerabilidades X
Possui biblioteca de ameaças abrangente e atualizada X
Simula ataques direcionados a CVEs específicos
Realiza testes em toda a cadeia de cyber kill
Fornece insights de mitigação para controle de segurança Limitado
Acelera a adoção de estruturas de segurança X
Gera métricas quantificáveis X
Avalia com segurança os ambientes de produção (algum risco)

Fonte: Picus Security

Automação X experiência humana

O Red Teaming se baseia na emulação de ações de atores mal-intencionados. É uma abordagem que testa as defesas por meio de simulação de ataques reais que, normalmente, a organização participante não tem acesso à data que irá ocorrer e sua origem. Portanto, é considerada uma abordagem realista de uma tentativa de ataque.

A simulação realizada pelo Red Teaming é totalmente dependente da experiência humana, já que um profissional irá realizar uma infiltração na rede da empresa e iniciar um ataque para obter credenciais de usuários para e invadir a rede da organização. Após conseguir acesso, esse profissional utiliza cargas e ferramentas para contornar defesas e mover-se lateralmente até encontrar ativos críticos. O Red Teaming destaca vulnerabilidades e simula o comportamento de invasores, mas se concentra em um caminho de ataque específico, deixando controles e outras vulnerabilidades sem teste.

Já a simulação de violação e ataque fornece uma perspectiva bem diferente e uma visão mais abrangente da capacidade da organização prevenir e detectar vulnerabilidades e ataques. O BAS simula ataques automaticamente, de forma contínua e repetitiva em cada camada de segurança cibernética, desde firewalls e sistemas de prevenção de intrusão (IPS) até proteção da camada de dados, prevenção contra perda de dados (DLP), SIEM e sistema de detecção e resposta estendida (XDR).

Por ter uma natureza automatizada, a simulação de violação e ataque permite que testes sejam realizados mais rapidamente, tornando a avaliação da eficácia das mais diversas soluções de segurança mais ágil. Isso é feito com o BAS implantando agentes internos e externos para simular ataques, como campanhas de malware e ransomware, ou utilizar vulnerabilidades conhecidas para realizar a análise. Dessa forma, as empresas conseguem testar as várias soluções em uso de forma mais eficiente.

Além disso, as simulações também apresentam diferenças no tempo de duração e uso de recursos, com o Red Teaming avaliando a postura de segurança por mais tempo, mas oferecendo uma fotografia realista de um determinado fator da segurança cibernética durante um determinado período.

Por outro lado, o BAS é uma solução que fornece avaliação contínua, atualizada e que pode ser facilmente adaptada às transformações na infraestrutura de TI. Dessa forma, permite que os insights sejam os mais recentes possíveis. Além disso, na simulação de violação e ataque, esse processo é realizado em um ambiente controlado, garantindo que os testes não impactem na operação diária.

Valide sua segurança de forma consistente

Plataformas como a Picus Security Control Validation, que utilizam a tecnologia avançada de simulação de violação e ataque, oferecem um recurso crítico para a segurança cibernética, a Picus Threat Library, biblioteca extensa e constantemente atualizada que serve como base para o sistema. Com isso, a plataforma consegue fornecer simulações mais abrangentes sobre ameaças cibernéticas, incluindo vulnerabilidades de dia zero.

A plataforma de validação de segurança Picus, portanto, reduz o risco cibernético medindo com precisão a exposição a ameaças cibernéticas com simulações de ataques do mundo real. Com insights acionáveis, a solução ajuda as empresas a resolver lacunas de segurança rapidamente, garantindo a melhor proteção para os ativos da organização. Fale com nossos especialistas e solicite uma demonstração.

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