Segurança na nuvem: não cometa esses 8 erros

Garantir a segurança na nuvem já faz parte da rotina de proteção de dados da maioria das empresas. Entretanto, o aumento da dependência da nuvem apresenta alguns desafios. Enquanto as equipes de TI são pressionadas para que os objetivos de negócios sejam rapidamente alcançados, elas precisam garantir a proteção da infraestrutura que suporta as operações, além de otimizar a estratégia de segurança e identificar armadilhas comuns de segurança na nuvem.

Estudo recente mostrou que 81% dos profissionais de segurança relataram que sua empresa sofreu um incidente de segurança na nuvem em 2022, com mais da metade dos entrevistados acreditando que os riscos na nuvem eram maiores que os problemas de segurança cibernética no local. Acontece que muitas dessas violações e ataques são causados por erros comuns, desde configurações incorretas até práticas de segurança inadequadas para a nuvem.

Erros comuns de segurança na nuvem

As empresas, ao observar erros comuns de segurança na nuvem, conseguem otimizar sua estratégia de segurança, implementando as práticas corretas para reduzir riscos de ataques à infraestrutura na nuvem.

Recursos mal configurados

Com o crescimento do uso de múltiplas nuvens, com uma infraestrutura mais complexa, a nuvem se tornou um alvo interessante para agentes mal-intencionados que buscam por vulnerabilidades. Essa complexidade é a principal causa dos erros comuns cometidos ao adotar a tecnologia. Basta uma configuração incorreta ou configurações de segurança inadequadas para que hackers tenham acesso a dados e serviços.

Para evitar problemas, realize revisões regulares das configurações de segurança, implemente o gerenciamento de identidade e acesso (IAM), use ferramentas de configuração automatizadas e monitore os recursos da nuvem para detectar atividade anormal ou acesso não autorizado.

Chaves de acesso e credenciais expostas

A exposição de segredos, como chaves de acesso codificadas no código ou em texto simples, é um erro comum de segurança na nuvem que pode permitir acesso não autorizado a dados e aplicativos na nuvem. Desenvolvedores que armazenam essas informações em texto simples são facilmente acessadas por hackers ao alcançarem o repositório de código ou quando o código é implantado em um servidor público. Igualmente, quando esses segredos são codificados no código, podem ser facilmente expostos quando vazamentos de código-fonte ocorrem.

Usar um sistema de gerenciamento de segredos seguro, evitar armazenar segredos em texto simples ou incluí-los no código-fonte, restringir o acesso a essas informações, alterar regularmente os segredos e monitorar seu uso, são as práticas ideais para evitar problemas.

Não usar autenticação multifator (MFA)

A autenticação multifator vem se tornando essencial para proteger dados e aplicativos na nuvem. Sem o MFA instalado, basta uma senha comprometida para que cibercriminosos tenham acesso aos recursos da nuvem. Isso pode acontecer por meio de ataques de phishing, malware ou outros métodos.

Habilitar o MFA adiciona uma camada adicional de segurança na nuvem, reduzindo o risco de comprometimento da conta, acesso não autorizado e violação de dados. Por isso, habilite o MFA para todas as contas de usuário, eduque os usuários em relação ao uso de senhas, monitore, revise e atualize regularmente as políticas de MFA e senhas.

Controle de acesso inadequados

A segurança na nuvem exige uma política de controle de acesso transparente e bem definida, caso contrário, os recursos na nuvem ficam vulneráveis a acessos não autorizados, levando a violações de dados e comprometimento de informações confidenciais.

A implementação de uma ferramenta IAM permite que usuários e serviços acessem os recursos na nuvem com base na função do usuário ou entidade de serviço, fornecendo acesso apenas aos recursos necessários para o desempenho da função. Além disso, ao implementar o princípio de privilégio mínimo, é possível limitar esse acesso ao mínimo necessário para o trabalho ser realizado.

Não ter uma estratégia de backups

Por mais incrível que possa parecer, não ter uma estratégia de backup é um erro comum de segurança na nuvem. No caso de perda de dados, se a estratégia de backup não existir ou for ineficiente, as empresas podem enfrentar um longo período de inatividade enquanto tentam recuperar suas informações. Por isso criar uma estratégia de backup é essencial para garantir a continuidade dos serviços.

Para isso, encontre uma solução de backup que atenda as necessidades da organização, identifique dados críticos para garantir que eles estejam sempre disponíveis, teste regularmente sua estratégia de backup e criptografe as informações para protegê-las de roubo ou vazamento.

Negligenciar correções e atualizações

Sistemas desatualizados são mais suscetíveis a vulnerabilidades conhecidas e infecções por malware, e cibercriminosos buscam efetivamente por essas vulnerabilidades para terem sucesso em seus ataques e roubar dados. Muitos setores exigem que as empresas sigam normas de conformidade, por isso, não realizar correções e atualizações em sistemas pode resultar em prejuízos financeiros e consequências legais, além de impactar na reputação da organização.

Com mais de 24 mil vulnerabilidades e exposições comuns (CVEs), de acordo com o NIST, adotar uma abordagem baseada em risco para o gerenciamento de patches, estabelecer um inventário de linha de base, categorizar e agrupar ativos por prioridade e risco e implementar patches corretamente, são algumas práticas que reduzem riscos de ataques cibernéticos.

Não monitorar atividades incomuns

A falta de monitoramento contínuo em relação ao comportamento de usuários e sistemas representa um risco grave para as empresas. Sem esse monitoramento, incidentes de segurança e vulnerabilidades podem passar despercebidos e permitir sua exploração sem serem detectados.

Implementar recursos de monitoramento contínuo, com a criação de um programa de detecção de ameaças e adoção de uma solução de detecção e resposta estendida (XDR), com configuração de alertas e o uso de IA e aprendizado de máquina, fornece a visibilidade necessária para garantir a segurança do ambiente de nuvem e possibilita que atividades suspeitas sejam rapidamente identificadas, como tentativas de acesso não autorizado ou anomalias no sistema, permitindo que correções sejam implementadas rapidamente para reduzir o impacto.

Deixar de criptografar dados confidenciais

Dados não criptografados são vulneráveis a modificações e são altamente suscetíveis a acesso não autorizado. Por isso, as organizações precisam garantir a integridade dessas informações. A LGPD, para todas as empresas, e a PCI DSS, voltada para empresas de processamento de cartões de pagamento, deixam claro que armazenar e processar dados não criptografados pode colocar essas organizações em risco de não conformidade, gerando multas e penalidades. Implementar a criptografia para dados em repouso ou em trânsito garante a confidencialidade, integridade e conformidade para tornar a segurança na nuvem mais efetiva.

Como a Evolutia pode te ajudar a evitar esses erros de segurança na nuvem

A Evolutia traz para o mercado brasileiro soluções de segurança na nuvem alinhadas ao cenário atual de ameaças cibernéticas da SentinelOne. Por meio da plataforma Singularity Cloud é possível detectar e responder em tempo real às mais diversas ameaças na nuvem, garantindo visibilidade profunda no nível do processo do sistema operacional, protegendo cargas de trabalho em todos os ambientes de nuvem. Entre em contato e agende uma demonstração.

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