Por que times de segurança devem criar uma mentalidade hacker para defesa

Para lidar com superfícies de ataque em constante evolução, as equipes de segurança precisam adotar uma mentalidade hacker para gerenciar a superfície dinâmica, cheia de dispositivos interconectados, serviços em nuvem, dispositivos IoT e ambientes híbridos de trabalho. E isso reside na mudança de uma abordagem baseada apenas na detecção e resposta a incidentes para uma voltada para a previsão e implementação de ações proativas.

Com cibercriminosos constantemente introduzindo novas técnicas de ataque, e como nem todas as empresas contam com Red Teams internos e recursos de segurança cibernética ideais para vencer ameaças cada vez mais complexas, elas precisam se adaptar para evitar ataques bem-sucedidos.

Por isso, para agir de forma mais ágil e inovadora e procurar estar um passo à frente dos invasores, é preciso começar a pensar como eles. A mentalidade hacker ajuda a equipe de segurança cibernética a compreender as técnicas utilizadas e os caminhos explorados por atores mal-intencionados e se preparar para que seus esforços de remediação sejam realmente efetivos. Afinal, todas as empresas, não importando seu porte ou ramo de atuação, podem sofrer uma tentativa de ataque.

Como criar uma mentalidade hacker

Para começar a agir com uma mentalidade hacker, as empresas precisam que seus funcionários entendam como a segurança cibernética funciona. Para isso, é preciso aumentar a conscientização sobre ameaças, conhecer vulnerabilidades e as possíveis consequências de um ataque bem-sucedido.

Isso significa fornecer acesso a plataformas utilizadas por hackers e permitir que eles experimentem cenários que simulem ataques reais, e possam aprender e pensar a agir como hackers.  Ao gamificar a experiência, os profissionais de segurança passam a reconhecer ameaças com maior facilidade e entendem como devem combatê-las de maneira eficaz.

Esse aprendizado não deve se limitar ao treinamento em segurança cibernética tradicional, é necessário incentivar que os funcionários apliquem suas habilidades voltadas à proteção de dados. Algumas empresas criam jogos e desafios cibernéticos para que os participantes busquem soluções criativas para reduzir riscos de ataques.

Além disso, é possível introduzir boletins informativos com informações relevantes sobre tendências de ataque e abordagens de segurança inovadoras. O boletim pode trazer informações sobre práticas de segurança, estudos de casos, ferramentas e outras informações sobre o mundo hacker.

Criar uma biblioteca voltada para a segurança cibernética também incentiva que os funcionários explorem temas úteis para aumentar a proteção, assim como realizar sessões com hackers, para que eles mesmos apresentem esse mundo para a equipe de segurança, demonstrando ferramentas e técnicas que utilizam.

A mentalidade hacker versus defesas tradicionais

A maioria das organizações adota uma abordagem tradicional de segurança cibernética para gerenciar vulnerabilidades, documentar ativos e identificar vulnerabilidades. O problema dessa abordagem é que, enquanto a equipe interna atua de maneira rígida e limitada, hackers têm a liberdade de pensar de forma inovadora, buscando novas maneiras de vencer as defesas da organização.

Ao começar a pensar como um hacker, sua equipe consegue priorizar as atividades de remediação, decidindo quais vulnerabilidades precisam de uma ação mais imediata e quais podem esperar. Isso é extremamente importante para empresas que contam com recursos limitados.

Outro fator importante para adotar uma mentalidade hacker é evitar a ideia de que determinada área de atuação ou porte da empresa a torna menos atraente para cibercriminosos. Relatório da Verizon mostra exatamente o contrário, o relatório identificou 699 incidentes de segurança e 381 vazamentos de dados confirmados entre pequenas empresas, mas apenas 496 incidentes e 227 vazamentos confirmados entre grandes empresas. Ou seja, pensar como um hacker deixa claro que qualquer empresa pode ser atacada.

Pensando como um hacker

De acordo com analistas da Pentera, quatro etapas essenciais precisam ser seguidas para que os profissionais de segurança adotem uma mentalidade hacker:

Compreenda as táticas dos invasores

A mentalidade hacker ajuda as equipes de segurança cibernética a antecipar violações, identificar vulnerabilidades e construir uma estratégia de defesa eficaz. E isso começa por compreender as técnicas utilizadas pelos invasores para alcançar seus objetivos e avaliar suas respostas. Por exemplo, hackers, atualmente, utilizam a automação para impactar o maior número possível de sistemas, o que exige que as equipes de segurança estejam preparadas para ataques de força bruta, carregadores, keyloggers, kits de exploração e diversas outras táticas de invasão.

Descreva os caminhos de ataque utilizados

Normalmente, hackers utilizam diversas vulnerabilidades para ter sucesso em suas investidas e criar um caminho de ataque completo. Para agir proativamente, a equipe de segurança precisa conseguir visualizar completamente seu ambiente para testá-lo em busca dessas vulnerabilidades. Ao identificar esses caminhos, ela pode estabelecer prioridades e agir proativamente para eliminar tais lacunas.

Priorize a remediação com base no impacto

Hackers sempre vão procurar o caminho com menor resistência para realizar um ataque. Isso significa que a equipe de segurança precisa conhecer esses caminhos e entender seu impacto. A partir disso, é possível analisar outros cenários para tornar a estratégia de segurança cibernética mais abrangente. Além disso, é necessário avaliar o impacto que essas vulnerabilidades têm em relação aos negócios, priorizando ativos de alto valor e lacunas críticas de segurança e otimizando a utilização dos recursos.

Valide a eficácia das soluções utilizadas

Testar a eficácia das plataformas e dos procedimentos de segurança adotados pela empresa é fundamental para entender se o investimento realmente está dando o retorno esperado. Por exemplo, será que o EDR está monitorando e detectando atividades anormais nos endpoints? Apesar das ferramentas tradicionais de simulação de ataques testarem as defesas contra ameaças conhecidas, como ficam as que ainda não são conhecidas pela equipe de segurança? Usar a mentalidade hacker permite que os testes sejam direcionados a possíveis vulnerabilidades, revelando configurações incorretas, shadow IT ou controles mal configurados. Essas descobertas precisam ser comunicadas às lideranças para que tenham ciência do impacto que podem ter nos negócios e o que a TI está fazendo para mitigar riscos.

Como a abordagem da Pentera pode ajudar sua empresa

A plataforma Pentera permite que sua empresa teste o sistema com as mesmas táticas utilizadas por cibercriminosos. Por meio da tecnologia patenteada ASV (Automated Security Validation™ ) é possível realizar a automação sem agente e em qualquer lugar da superfície de ataque, emulando as últimas táticas, técnicas e procedimentos usados por agentes mal-intencionados para garantir a proteção da sua empresa. Entre em contato com os especialistas da Evolutia e conheça a plataforma.

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