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Miniguia: entenda quais são as principais vulnerabilidades em aplicativos

O desenvolvimento de software moderno está cheio de riscos de segurança. Fatores como dívida técnica, bibliotecas de código aberto inseguras e cadências de varredura irregulares podem impactar quantas falhas perduram em seu código, levando a taxas mais altas de bugs perigosos em linguagens suscetíveis e populares. Por exemplo, sabemos do State of Software Security v11 que o PHP tem uma alta taxa (quase 75%) de falhas de script entre sites na varredura inicial, que também é o tipo mais comum de vulnerabilidade de código aberto em quase todas as linguagens. É perigoso.

A injeção de CRLF – que é comumente vista em Java e JavaScript – possibilita que aplicativos web sejam usados de forma mal-intencionada se um agente de ameaça for capaz de injetar uma sequência CRLF em um fluxo HTTP. A injeção de CRLF é perigosa e aparece em 65% dos aplicativos com uma falha na varredura inicial, representando um risco razoável para aplicativos escritos em Java e JavaScript se não forem verificados.

Mas nem todas as falhas são de alto risco para linguagens comuns; o vazamento de informações, por exemplo, que é visto com mais frequência em .NET, PHP e Java, geralmente decorrente da falta de treinamento de código seguro. Para ficar um passo à frente até mesmo das falhas de baixo risco (e alto risco), os desenvolvedores precisam ter as ferramentas certas para que possam produzir um código mais seguro, reduzindo as chances de uma violação.

Entender como as falhas afetam as linguagens de programação em todas as áreas é crucial para evitá-las. Observe quais linguagens tendem a apresentar as falhas de maior risco primeiro; seja a que você está usando ou não, é uma boa ideia revisar as melhores práticas de codificação segura e tentar hackear e corrigir os aplicativos. Descubra quais são as principais falhas, de acordo com a sua classificação de risco:

Falhas de baixo risco

Qualidade do código

A qualidade do código se torna um problema quando o invasor percebe que o aplicativo não foi cuidadosamente desenvolvido. Problemas de qualidade de código não introduzem falhas nas suas aplicações, mas podem ajudar os hackers a efetivarem uma invasão.

De acordo com a Veracode, falhas de qualidade de código aparecem em 60,4% dos aplicativos com falhas de segurança, especialmente em Java e .NET. Esses aplicativos possuem boas metodologias de codificação, e é possível automatizar os testes de segurança no SDLC para descobrir e corrigir falhas com mais eficiência enquanto você codifica.

Vazamento de informações

O vazamento de informações é um problema de codificação que pode aparecer em muitas formas. Geralmente se resume no fato de que usuários têm acesso a informações e dados que não deveriam. Hackers podem usar essas informações para obter os dados que vazaram e, em seguida, explorar outras vulnerabilidades ou roubar mais informações.

Falhas de vazamento de dados geralmente aparecem em .NET, PHP e Java. É mais comum em PHP e >NET — cerca de 63% dos aplicativos desenvolvidos nessa linguagem apresentam tais falhas. A melhor linha de defesa é implementar práticas de código seguro por meio de ferramentas de treinamento para desenvolvedores, e automatizar os testes de segurança diretamente no SDCL enquanto a equipe de desenvolvimento trabalha.

Falhas de médio risco

CRLF injection

Os ataques CRLF injection possibilitam aos invasores manipular maliciosamente aplicações web depois de injetar uma sequência CRLF em um fluxo HTTP. As injeções CRLF impactam Java, JavaScript e Python com mais frequência, aparecendo em 65,4% dos aplicativos com falhas na varredura inicial. Entretanto, é possível prevenir essas falhas realizando a sanitização dos dados inseridos pelo usuário, com validação e codificação. Adicionalmente, certifique-se de que você está adicionando saída de codificação em seus cabeçalhos HTTP.

Path Traversal

Esse é um tipo de exploit HTTP que é encontrada em quase metade 47,8% dos aplicativos com falha, impactando PHP, C ++, .NET e Java com mais frequência. Você pode evitá-los seguindo uma codificação segura práticas e execução de análise estática frequente.  Também é importante validar entrada do usuário nos navegadores, manter seu servidor da web software atualizado com os patches mais recentes e usar filtros para bloquear a entrada específica do usuário.

Falhas de risco alto

Problemas de criptografia

Erros criptográficos no código incluem algoritmos criptográficos quebrados, emprego de criptografia inadequada, armazenamento de informações confidenciais em texto não criptografado e ve certificados inválidos. Quase dois terços (63,7%) das aplicações têm problemas criptográficos na primeira varredura, mais frequentemente atormentando Python, PHP, Java, Linguagens JavaScript e C ++. Esses problemas podem levar ao roubo ou destruição dados, incluindo informações confidenciais. Felizmente, você pode evitar problemas com falhas criptográficas por meio de práticas recomendadas de codificação seguras. Preocupações sobre a implementação inadequada geralmente vêm em uma base caso a caso e podem exigir
um plano de remediação que se adapta às necessidades do aplicativo.

Cross-Site Scripting

Impactando várias linguagens comuns, a falha cross-site scripting (XSS) é perigosa, pois permite que os invasores injetem scripts do lado do cliente em um aplicativo. Isso cria uma grande superfície de ataque que os hackers podem usar para espalhar worms e trojan horses, sequestram contas de usuários, acessam o histórico do navegador, exploram aplicativos online, e podem até mesmo controlar um navegador remotamente.

A transformação começa agora.